Notícias do Mundo do SL

Serpro licencia 14 cursos EAD em Creative Commons

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) anunciou a disponibilização de 14 cursos licenciados em Creative Commons para instalação em ambiente Moodle.
O conteúdo dos cursos foi elaborado pela Universidade Corporativa do Serpro (UniSerpro) e compõem a grade de treinamento dos empregados e clientes, na modalidade Educação a Distância. Uma das vantagens para o Serpro em liberar esse material é aproveitá-lo nos telecentros do Programa Serpro de Inclusão Digital (PSID).
Os temas dos cursos são variados, vão desde sensibilizações até introdução a tecnologias conhecidas. Confira a relação:

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Matemáticos e a rede que domina o mundo

Além das ideologias
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.

Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

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Introdução às Ferramentas de Gerenciamento de Componentes Open Source Black Duck Software

DATA: 04/11 (sexta-feira), 11h

LOCAL: Sala B-144 (Bloco B do IME-USP)

RESUMO: Software de código aberto revolucionou a indústria de software. Hoje a maioria das equipes de desenvolvimento empresarial e software comercial operam em um ambiente de desenvolvimento multi-source, a mistura de código aberto com código desenvolvido internamente e outros de terceiros. Software de código aberto como parte de um processo de desenvolvimento multi-source pode reduzir custos e aumentar a velocidade, mas cria desafios: a necessidade de controlar os componentes e códigos que os desenvolvedores baixam da Internet, obrigações de licenças que precisam ser atendidas, e vulnerabilidades de segurança que devem ser gerenciados. Essas empresas precisam garantir o cumprimento de regras dos códigos Open Source, dando aos desenvolvedores a liberdade que necessitam para inovar e permitir a colaboração com politicas administrativas - sem reduzir a produtividade. As Ferramentas da Black Duck Software ajudam a gerenciar e controlar o uso de código aberto ao mesmo tempo melhorar a segurança, produtividade e qualidade, e também permitem: gerenciar e controlar o uso de código multi-source, colaborar e informar, promover a padronização e reúso de código.

SOBRE O PALESTRANTE: César de Almeida NeriDias, 28 anos, Engenheiro Eletrônico e pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing em Vendas pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Possui 10 anos de experiencia na área de tecnologia e atual Gerente da Unidade de Negócios Embedded Systems na Anacom Eletronica Ltda.

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USP cria centro de tecnologias interativas

Oficialmente, o Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (Citi) deve ser inaugurado somente em março de 2012.

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“Twitter” chinês e dominação étnica

Por Sergio da Motta e Albuquerque em 18/10/2011 na edição 664

Em 24 de abril de 2011, a senhora Liu Yandong, integrante do Politburo do Partido Comunista chinês, saiu a inspecionar a estatal de tecnologias de informação Tencent com uma delegação do partido que incluía o ministro das Ciências e outras autoridades estatais. Ela foi cobrar lealdade e cooperação da empresa, além de compromisso com as metas do governo do secretário Hu Jintao de “fortalecimento das marcas nacionais, novas glórias para a prosperidade da pátria mãe, o progresso da sociedade e a revitalização da nação chinesa” – de acordo com o ufanista e burocrático discurso da comissária chinesa. A assessoria de imprensa da companhia publicou a manifestação da enviada de Pequim.

A Tencent, seu portal na internet e o Twitter estão na “mira” do governo desde 2009. A empresa chinesa é um enorme conglomerado estatal de tecnologias de informação e tem como meta aumentar o valor agregado disponível ao cidadão chinês em tecnologias digitais. Recentemente, seus controladores tiveram a ideia de “criar” um microblog quase igual ao Twitter, o Meibo.

O momento talvez não tenha sido o melhor: a revolta árabe, as marchas cidadãs contra o sistema financeiro mundial e a corrupção horrorizam as autoridades chinesas. O governo do país, extremamente vulnerável a questões nacionalistas locais que envolvam conflitos étnicos, exigiu a “lealdade” da empresa censurando todos os temas políticos “delicados”, como as manifestações ocorridas no Sinkiang (ou Turquestão Oriental) em 2009, que levaram o governo, naquele ano, a censurar tanto o Twitter quanto a sua nova cópia chinesa, em outubro de 2011, quando sua interface em inglês foi apresentada. As manifestações de protesto da outrora maioria absoluta de povos de origem turca uigur, da Ásia Central, trouxeram de volta a fúria de Pequim, que censurou a rede nascente. A visita do comitê do partido assinala a preocupação do governo central com ideias “subversivas” que se espalham pela web.

Aumento forçado

A região sempre foi hostil à dominação chinesa. É predominantemente muçulmana desde a batalha do Rio Talas, no ano de 751, quando árabes e turcos unidos impuseram um súbito e violento fim às pretensões hegemônicas chinesas da dinastia Tang na Ásia Central. Graças a esta derrota chinesa, até hoje a população ainda é majoritariamente muçulmana. Mas a diferença na composição demográfica da população vem se modificando intensamente desde 1949, em favor de colonos de origem chinesa.

Naquele ano, o mundo assistiu em silêncio à ocupação desta região e do Tibete pelo governo totalitário da China de Mao. Os chineses, que eram minoria, a partir de então começaram a crescer em número na região. Antes de 1949, a população muçulmana representava 94% do total; hoje, são pouco mais da metade dos habitantes.

A ocupação gradual das terras por chineses pobres enviados pelo governo central tem levado a uma fricção constante e penosa entre as duas etnias: os uigures turcomanos da Ásia Central e os chineses mongólicos orientais, os Han, que formam a maioria dominante na China. Nos últimos sessenta anos, o governo provocou o aumento forçado da população chinesa na província por meio da discriminação aberta aos muçulmanos na região. A questão foi bem explicada no artigo publicado pelo periódico mensal Le Monde diplomatique, edição de fevereiro de 2002, intitulado “Assimilação pela força no Sinkiang”, de Ilara Maria Sala.

Cairo começa no quintal deles

Esta é a grande questão histórica e política por trás das notícias publicadas sobre a ideia chinesa nada original de copiar o Twitter: o crescimento da população chinesa em território de maioria muçulmana. A precariedade nas relações entre os dois grupos principais, numa região historicamente dominada por muçulmanos, implicou a censura ao microblog chinês. A permeabilidade das populações locais, que aprenderam a ler e escrever em árabe, as ideias e acontecimentos do mundo árabe e muçulmano apavoram as autoridades chinesas. Mas as reportagens superficiais da mídia digital (que vêm caindo de qualidade vertiginosamente) perderam a questão de vista. Falharam em aprofundar os conteúdos. Com a notável exceção do Monde diplomatique (que cede alguns artigos de graça, mas não todo o conteúdo) e mais alguns poucos periódicos, as publicações virtuais estão se tornando mais superficiais e o nível das matérias vem caindo muito.

A revista americana Networkworld comentou de passagem o antigo conflito, que é de tremenda importância estratégica: em 1949, a China ampliou seu território e sua área de influência no planeta por meio da anexação dessas duas grandes regiões: Sinkiang e Tibete. O resto do mundo assistiu impassível à China ocupar os dois enormes territórios sem nenhuma reação ou protesto. Sem essas duas regiões, o oeste da China não passaria de uma estreita faixa que liga o país ao centro da Ásia. O território chinês não seria tão grande e a China certamente não seria o que é hoje.

O pavor de uma “primavera árabe” no Sinkiang vem tirando o sono dos dirigentes do Partido Comunista chinês. A palavra “Egito” foi censurada no Meibo, o “Twitter” clonado por eles. Os líderes chineses sabem que o Cairo começa bem ali, no quintal deles, numa região árida e inóspita de fronteiras regionais e nacionais. No Sinkiang muçulmano e em pé de guerra.

A China que se cuide

O diário britânico The Guardian (15/7) comentou o “novo” microblog chinês, mas não fez consideração alguma sobre a censura do governo. Preferiu discutir estatísticas comparativas de tráfego e número de usuários. A revista PC World (11/10) comentou a criação da interface em inglês, mas também foi pontual quanto ao conflito que levou a China a censurar a nova rede social copiada do Twitter. Mais uma cobertura fraca a não informar muita coisa.

Na realidade, não importa realmente saber se os chineses vão ter ou não um Twitter clonado. Importa compreender as atrevidas pretensões chinesas de criação e expansão artificial do bem-estar de população por intermédio da supressão do direito das nacionalidades de tibetanos e turcomanos, ou uigures. São populações relativamente pequenas e o mundo pouco sabe delas.

É função da mídia informar sobre questões como essa. Os chineses não vão fazê-lo. E estão abertamente dispostos a enganar o resto do mundo, fazendo-se passar por economia de mercado, censurando a mídia e controlando a economia com engenheiros leais ao Partidão chinês, reprimindo minorias e suprimindo a liberdade de imprensa.

Por diversas vezes na História a China este país já teve suas pretensões negadas de forma súbita e violenta. Como naquele dia, às margens do Rio Talas, no ano de 751, quando turcos e árabes se juntaram e liquidaram seus sonhos de expansão em direção ao Ocidente.

***

[Sergio da Motta e Albuquerque é mestre em Planejamento urbano, consultor e tradutor]

Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_twitter_chines_e_dominacao_etnica

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Pós-graduação no IME-USP

 

As inscrições para o mestrado em  Ciência da Computação no IME/USP (campus de São Paulo, capital) vão até 31 de outubro de 2011 (data de postagem dos documentos). As inscrições para o doutorado são aceitas em fluxo contínuo.

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Enquete PL 84/99

A Câmara de deputados promove enquetes periodicamente e desta vez a questão é: "Você concorda com o projeto (PL 84/99) que obriga os provedores a armazenar por até três anos as informações de conexão dos usuários para evitar crimes cibernéticos (rouboroubo de senhas, disseminação de vírus, invasão de sites e divulgação de informações sigilosas, entre outros)?"

As opções são:
- Sim, porque, com esses dados, será possível localizar o usuário e a máquina onde foi cometido o crime cibernético.
- Não, porque, em caso de vazamento de informações no processo de investigação, qualquer usuário poderá ter seus dados expostos.

O que você acha? Sim? Não? Por estes motivos? Por outros motivos? Quais?

Para mais informações sobre o projeto acesse: http://meganao.wordpress.com/

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Garanta Sua Liberdade Já!

Post por Alexandre Hannud Abdo em http://stoa.usp.br/abdo/weblog/98647.html?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

Ni!

Caros, começou essa semana uma batalha tecnológica que direcionará o futuro da condição humana.

A Microsoft - e seguramente não está sozinha nisso - está pressionando fabricantes de hardware a produzir computadores que, por construção, só rodem os sistemas operacionais que o fabricante autorizar previamente. A primeira consequência disso será a dificuldade ou até impossibilidade dos usuários sequer optarem por um sistema operacional livre, como o GNU/Linux.

Permitir o avanço dessa prática significa que, muito em breve, pode se tornar difícil, se não impossível, adquirir um computador sem tal mecanismo de controle ou que permita desativá-lo, e há notícias de que alguns fabricantes já pretendem impedir a sua desativação.

Mais claramente, parte dos nossos cérebros - o vulgo computador - será necessariamente controlado por uma empresa, sem sequer a possibilidade física de você optar por uma solução autônoma.

Peço-lhes, assim, que considerem assinar o documento abaixo, tornando público o compromisso de não adquirir um computador que implemente e vede desabilitar esse sistema de controle:

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Wikileaks: Microsoft recorreu à diplomacia americana para barrar a adoção do ODF no Brasil

Entre 2007 e 2008 houve uma disputa, no Brasil, em torno de qual formato de documentos a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) iria adotar como norma para os documentos eletrônicos no país. De um lado da disputa estava o padrão ODF (Open Document Format), um formato aberto e público. Do outro, o padrão OXML, proposto pela Microsoft para garantir a compatibilidade com os formatos anteriores usados por seus programas, como o Word e o Excel.

A ABNT escolheu o ODF e a versão final da tradução da norma ISO/IEC 26300 foi aprovada em 2008. Esta aprovação era o último passo para a adoção do ODF como Norma Brasileira. Antes disso, porém houve uma enorme briga de bastidores na qual a Microsoft tentou fazer prevalecer seu padrão. Um dos 251 mil despachos das embaixadas americanas em todo o mundo, vazados pelo Wikileaks, mostra como o presidente da Microsoft, Michel Levy, recorreu ao embaixador americano no Brasil e argumentou em favor de sua posição, acusando o governo brasileiro de ser "anti-americano" e contrário à propriedade intelectual e os royalties.

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